Vale expande capacidade de minério de ferro no Pará com projeto de US$ 2,8 bilhões
Ampliação do Complexo S11D deve somar 20 milhões de toneladas por ano até 2026, dentro de uma guidance que já projeta recorde de produção.
A Vale recebeu do Ibama a licença para ampliar em 20 milhões de toneladas por ano a capacidade do Complexo S11D, em Canaã dos Carajás (PA), a maior operação de minério de ferro da mineradora. O investimento no projeto, batizado Serra Sul +20 Mtpa, é de US$ 2,8 bilhões.
O S11D já opera com capacidade de 90 milhões de toneladas anuais, usando tecnologia truckless (sem caminhões fora de estrada) e processamento a seco. O pacote de obras da expansão inclui a abertura de novas áreas de lavra, a instalação de um britador semimóvel e a duplicação da correia transportadora de longa distância já existente.
Segundo a companhia, a expansão deve reduzir o consumo de combustível em 77% e as emissões de gases de efeito estufa em 50%, o equivalente a 118 mil toneladas de CO2 por ano a menos, mantendo o padrão do S11D como a operação de menor pegada ambiental por tonelada extraída no portfólio da Vale.
O projeto avança num momento em que a própria Vale já elevou sua projeção de produção de minério de ferro para 2026, entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas, até 3% acima do volume produzido em 2025, com meta de se aproximar de 360 milhões de toneladas em 2030. O capex total da companhia para o ano é estimado entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões, dos quais cerca de US$ 4 bilhões concentrados nas Soluções de Minério de Ferro, a área que inclui o S11D.
A expansão reforça Carajás como o centro de gravidade do crescimento da Vale em minério de ferro, na mesma região onde a mineradora tem testado, em paralelo, a recuperação de terras raras e ouro a partir de rejeitos de mineração, sinal de que o Pará deve concentrar boa parte dos próximos anúncios de investimento da companhia.
A conclusão da expansão do S11D está prevista para dentro do cronograma de 2026, segundo a licença concedida pelo Ibama.


