Vale estuda extrair terras raras e ouro de rejeitos
Empresa já produziu mais de 20 milhões de toneladas de minério de ferro a partir de resíduos em 2025 e agora testa recuperar outros minerais, diz executivo.
A Vale estuda recuperar terras raras, ouro e outros minerais a partir de rejeitos de mineração, como parte da estratégia de circularidade da companhia. A informação é do vice-presidente executivo técnico da mineradora, Rafael Bittar, em entrevista à Reuters.
Segundo Bittar, os estudos sobre terras raras ainda estão em estágio inicial, mas os resultados preliminares animam a empresa. "A gente tem feito estudos e pesquisas buscando outros elementos, estudando terras raras, ouro", disse o executivo, acrescentando que a Vale está "cautelosamente otimista com os resultados".
A companhia já recupera minério de ferro a partir de rejeitos: em 2025, produziu mais de 20 milhões de toneladas por essa via, volume que a empresa espera repetir neste ano. Há também um estudo avançado para extrair ferro dos rejeitos da mina de Salobo, no Pará, hoje voltada à produção de cobre.
"A mineração do futuro é que a gente tenha uma mineração com cada vez menos rejeitos", resumiu Bittar.

